Desordem de la Ordem

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Desordem de la Ordem

Narrador: eita carai


Em 50 anos...

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Walton Simons
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Em 50 anos...

Mensagem por Walton Simons em 2014-06-02, 4:29 am

Em 50 anos acontece muita coisa. Cinco décadas atrás tínhamos uma visão muito diferente de como estaria a situação do mundo e sobre como seria a vida nos dias de hoje.

Se você assistir a algum filme, ler um livro ou comics cuja história se passe no futuro e tenha sido feita décadas atrás, perceberá que existem muitas diferenças em relação às expectativas que a humanidade tinha sobre o futuro e o que realmente aconteceu. Recentemente assisti Alien (1979) e não pude deixar de notar o computador futurístico da nave espacial. Na época em que o filme foi feito aquilo deveria parecer super avançado e algo que demoraria muito para ser alcançado, mas hoje já temos computadores bem melhores que aquele (talvez com excessão da inteligência artificial).



O que vocês esperam desses próximos 50 anos para o mundo, para o seu país e para a humanidade?

Como você imagina que serão as coisas daqui a 50 anos?

Que inovações tecnológicas que vocês acreditam que virão nesse tempo? Como vocês acham que elas afetarão a humanidade? Human Augmentations? Technological Singularity? Vai todo mundo morrer?



Criei esse tópico no templo para que não ficassem floodando ou postando só idiotice, mas sintam-se livres para viajarem a vontade.

Vou dormir agora e darei uma pensada sobre isso. É muito difícil imaginar como as coisas serão no futuro. Depois postarei minha visão sobre algumas coisas.
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Filipus
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por Filipus em 2014-06-03, 2:12 am

Acho que a próxima grande evolução vai ser as Realidades Virtuais. E se for assim faço minhas apostas num futuro feliz de gordinhos [Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]


Mas acho muito difícil prever o futuro, nem que seja 10-15 anos, pelo simples facto de que o grande diferenciador seria a tecnologia como é obvio e em grande parte dos casos ou esperamos de mais (têm aquele cara francês que fez os desenhos de como seria o mundo no ano 2000) ou esperamos de menos (Alien e os seus computadores).



PS: rindo da sua reputação -41
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Bob Joe
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por Bob Joe em 2014-06-03, 12:36 pm

Se tem uma coisa que aprendemos com a futurologia foi que a evolução científica e tecnológica do mundo não vem para todos. O ser humano está muito perto da sua natureza animalesca, podemos facilmente nos transpor para um ambiente onde ficaremos vulneráveis às intempéries mais básicas, como fome, clima, violência e etc. Então esqueçam qualquer visão de mundo de tecnologia uniforme e universal. O futuro reserva ainda zonas tecnológicas, tecnologias acessíveis a poucos e muita gente vivendo com o básico tecnológico, que não é muito distanciado da sociedade medieval.

Em 50 anos, espero a computação quântica vindo ao auxílio de outras ciências para a melhor produção de medicamentos, métodos, outras tecnologias e descobertas de outras ciências. Tudo isso vai trazer um bom desenvolvimento social no geral, mas nada demais.

Além disso, com a persistência do capitalismo, a tendência tecnológica ficará na mão sempre do status, nunca da utilidade. Então, pode-se esperar muitas tecnologias que visam somente impressionar o ser humano, sem ser realmente grandes avanços. Basta ver o quanto estamos demorando para abandonar carros de combustíveis fósseis, apenas pelo capricho humano.
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Askarar
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por Askarar em 2014-06-03, 3:19 pm

Bob Joe escreveu:

Além disso, com a persistência do capitalismo, a tendência tecnológica ficará na mão sempre do status, nunca da utilidade. Então, pode-se esperar muitas tecnologias que visam somente impressionar o ser humano, sem ser realmente grandes avanços. Basta ver o quanto estamos demorando para abandonar carros de combustíveis fósseis, apenas pelo capricho humano.
Você tá vendo pelo lado inocente, os carros de combustível fóssil ainda é a melhor opção pq nossas baterias são ruins, de recurso limitado, caras, pesadas e de caro descarte. Não acho que a tecnologia evolua apenas para o status, dizer isso é cuspir na cara das empresas que por exemplo, fazem um carro de baixo custo pegar 5 estrelas no Ncap, coisa que em dois mil e pouco, apenas mitos como volvo e outras caras marcas conseguiam. Dentre milhares de evoluções como Internet até no congo.
O status impulsiona o desenvolvimento. Tecnologias supérfluas como smartphone geraram aberturas para muitas úteis. Não me lembro de nenhuma tecnologia supérflua que não possa servir de base pra algo útil, a não ser em algumas start up regada a um belo chá de cogumelo.

E quanto a tecnologia não ser pra todos, que você citou no início do texto, é culpa justamente de se barrar o capitalismo, com países que limitam sua liberdade econômica.
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Filipus
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por Filipus em 2014-06-03, 6:53 pm

Askarar escreveu:
Bob Joe escreveu:

Além disso, com a persistência do capitalismo, a tendência tecnológica ficará na mão sempre do status, nunca da utilidade. Então, pode-se esperar muitas tecnologias que visam somente impressionar o ser humano, sem ser realmente grandes avanços. Basta ver o quanto estamos demorando para abandonar carros de combustíveis fósseis, apenas pelo capricho humano.
Você tá vendo pelo lado inocente, os carros de combustível fóssil ainda é a melhor opção pq nossas baterias são ruins, de recurso limitado, caras, pesadas e de caro descarte. Não acho que a tecnologia evolua apenas para o status, dizer isso é cuspir na cara das empresas que por exemplo, fazem um carro de baixo custo pegar 5 estrelas no Ncap, coisa que em dois mil e pouco, apenas mitos como volvo e outras caras marcas conseguiam. Dentre milhares de evoluções como Internet até no congo.
O status impulsiona o desenvolvimento. Tecnologias supérfluas como smartphone geraram aberturas para muitas úteis. Não me lembro de nenhuma tecnologia supérflua que não possa servir de base pra algo útil, a não ser em algumas start up regada a um belo chá de cogumelo.

E quanto a tecnologia não ser pra todos, que você citou no início do texto, é culpa justamente de se barrar o capitalismo, com países que limitam sua liberdade econômica.


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Bob Joe
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por Bob Joe em 2014-06-03, 7:22 pm

Askarar escreveu:Você tá vendo pelo lado inocente, os carros de combustível fóssil ainda é a melhor opção pq nossas baterias são ruins, de recurso limitado, caras, pesadas e de caro descarte. Não acho que a tecnologia evolua apenas para o status, dizer isso é cuspir na cara das empresas que por exemplo, fazem um carro de baixo custo pegar 5 estrelas no Ncap, coisa que em dois mil e pouco, apenas mitos como volvo e outras caras marcas conseguiam. Dentre milhares de evoluções como Internet até no congo.
O status impulsiona o desenvolvimento. Tecnologias supérfluas como smartphone geraram aberturas para muitas úteis. Não me lembro de nenhuma tecnologia supérflua que não possa servir de base pra algo útil, a não ser em algumas start up regada a um belo chá de cogumelo.

E quanto a tecnologia não ser pra todos, que você citou no início do texto, é culpa justamente de se barrar o capitalismo, com países que limitam sua liberdade econômica.

Você está atrasado, cara. Carro de combustível fóssil já não é mais a melhor opção a muito tempo, seja em termos ecológicos, de custo, de possibilidades e etc. Se formos pensar apenas no lado funcional, a maioria dos donos de automóvel não utiliza nem metade da capacidade do mesmo. Ou seja, a tecnologia que temos hoje já seria suficiente, mas o querer um carro potente, mesmo sendo desnecessário racionalmente, fala mais alto. Além do mais, a indústria em termos de pesquisa é movida pelo capital. Então, se pesquisa apenas o que se quer pesquisar, o que vai ter retorno. Se o petróleo acabasse hoje e toda grana de pesquisa da indústria automotiva fosse para a pesquisa de formas de armazenamento de energia, teríamos soluções em um prazo menor. O mercado não é perfeito, necessidades humanas provindas de hype, manipulação e necessidade de ostentação definem facilmente o rumo do mesmo, sobrepondo-se à razão e ao utilitarismo, isso é um fato.

Tudo que falei não é uma proposta de modelo novo, é apenas um constatação do que foi a ciência principalmente nos últimos anos. Não precisa ser um gênio para saber que, apesar do avanço proporcionado pelo capitalismo, ele não é um modelo perfeito. O modelo utópico ideal seria que um grupo de grandes mentes decidissem o rumo tecnológico e científico do mundo, dando prioridade às necessidades que o mercado não é capaz de responder (pelo menos não de imediato). Mas obviamente isso não é possível. Então simplesmente podemos constatar que daqui a 50 anos teremos que aguentar o mesmo modelo de uma empresa que vendo o produto Y4 mas que teria a capacidade de fabricar o Y10 se isso realmente interessasse. Pensar que, do nada, teremos a melhor e mais uniformizada tecnologia, isso sim é viajar.

E essa falta de uniformidade é do capitalismo. Alguém sempre vai ter mais. Eu não estou falando de pobreza, mas sim de riqueza. Sempre teremos aqueles 0,1% que terá acesso ao ápice tecnológico da humanidade e os outros 99,9% que utilizarão uma tecnologia inferior. E a distância tecnológica e econômica entre esses dois tipos de tecnologia é gigantesca. Isso acontece em todo lugar, inclusive no mundo desenvolvido.
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Askarar
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por Askarar em 2014-06-04, 3:12 am

Bob Joe escreveu:
Askarar escreveu:Você tá vendo pelo lado inocente, os carros de combustível fóssil ainda é a melhor opção pq nossas baterias são ruins, de recurso limitado, caras, pesadas e de caro descarte. Não acho que a tecnologia evolua apenas para o status, dizer isso é cuspir na cara das empresas que por exemplo, fazem um carro de baixo custo pegar 5 estrelas no Ncap, coisa que em dois mil e pouco, apenas mitos como volvo e outras caras marcas conseguiam. Dentre milhares de evoluções como Internet até no congo.
O status impulsiona o desenvolvimento. Tecnologias supérfluas como smartphone geraram aberturas para muitas úteis. Não me lembro de nenhuma tecnologia supérflua que não possa servir de base pra algo útil, a não ser em algumas start up regada a um belo chá de cogumelo.

E quanto a tecnologia não ser pra todos, que você citou no início do texto, é culpa justamente de se barrar o capitalismo, com países que limitam sua liberdade econômica.

Você está atrasado, cara. Carro de combustível fóssil já não é mais a melhor opção a muito tempo, seja em termos ecológicos, de custo, de possibilidades e etc. Se formos pensar apenas no lado funcional, a maioria dos donos de automóvel não utiliza nem metade da capacidade do mesmo. Ou seja, a tecnologia que temos hoje já seria suficiente, mas o querer um carro potente, mesmo sendo desnecessário racionalmente, fala mais alto. Além do mais, a indústria em termos de pesquisa é movida pelo capital. Então, se pesquisa apenas o que se quer pesquisar, o que vai ter retorno. Se o petróleo acabasse hoje e toda grana de pesquisa da indústria automotiva fosse para a pesquisa de formas de armazenamento de energia, teríamos soluções em um prazo menor. O mercado não é perfeito, necessidades humanas provindas de hype, manipulação e necessidade de ostentação definem facilmente o rumo do mesmo, sobrepondo-se à razão e ao utilitarismo, isso é um fato.


Tudo que falei não é uma proposta de modelo novo, é apenas um constatação do que foi a ciência principalmente nos últimos anos. Não precisa ser um gênio para saber que, apesar do avanço proporcionado pelo capitalismo, ele não é um modelo perfeito. O modelo utópico ideal seria que um grupo de grandes mentes decidissem o rumo tecnológico e científico do mundo, dando prioridade às necessidades que o mercado não é capaz de responder (pelo menos não de imediato). Mas obviamente isso não é possível. Então simplesmente podemos constatar que daqui a 50 anos teremos que aguentar o mesmo modelo de uma empresa que vendo o produto Y4 mas que teria a capacidade de fabricar o Y10 se isso realmente interessasse. Pensar que, do nada, teremos a melhor e mais uniformizada tecnologia, isso sim é viajar.


Eu sou um entusiasta da tecnologia elétrica em carros, as vantagens são enormes e tudo mais.
Mas acho esse discurso longe da realidade, os carros elétricos não vendem porque as pessoas não se preocupam em fazer um carro elétrico decente.
E quando eu digo decente, eu falo em preço tbm, tem de apresentar bom custo/benefício, pois o prius custa 50% a mais do que um corolla, que é o carro mais vendido do mundo, mas veja, o prius vendeu apenas 56% a menos do que o corolla. E olha que ele é hibrido.
Já os elétricos são um absurdo de caros, É um investimento que não se paga no fim das contas.

Os carros mais vendidos do mundo são sedãs médios na faixa dos 150cv, que são carros encorpados, logo pro peso 150cv ta na medida pra uma direção confortável. Não acho que haja uma busca exacerbada por potência, e sim por uma direção confortável e que não te deixe na mão.
E é óbvio que não se utiliza sempre a potência máxima, nem sempre a gente ta disposto a levar over 6000 RPM, mas nada é tão legal no pé como um torque decente a 2000rpm.

A regra é simples, quando o carro elétrico oferecer mais por menos, a galera compra.

Não analisei com muita profundidade, mas já vi inúmeras fontes culpando grandes petroleiras para fazer lobby contra os elétricos.
Um caso real e provado é o do lobby contra a Tesla motors, nos EUA.

Alem de, em países como o Brasil, o Prius, por exemplo, não emplacou justamente pela ineficiência estatal e a falta de liberdade no mercado, que além de altos impostos, permitem um oligopólio apoiado pelo estado, o que o fez chegar aqui por 120mil, quase 3x o valor do prius americano, enquanto o salário americano é 3x maior.

Se o estado não meter o bedelho, a tecnologia é capaz sim de se desenvolver em coisas úteis.


Bob Joe escreveu:
E essa falta de uniformidade é do capitalismo. Alguém sempre vai ter mais. Eu não estou falando de pobreza, mas sim de riqueza. Sempre teremos aqueles 0,1% que terá acesso ao ápice tecnológico da humanidade e os outros 99,9% que utilizarão uma tecnologia inferior. E a distância tecnológica e econômica entre esses dois tipos de tecnologia é gigantesca. Isso acontece em todo lugar, inclusive no mundo desenvolvido.

Não atribuo isso ao capitalismo, e sim a metodologia de pesquisa e mercado. Oras, se você acaba de desenvolver uma puta tecnologia, poucos terão acesso a ela, pois massificar uma tecnologia é as vezes muito mais difícil que desenvolver ela em si.

E não concordo com esse "99,9%" em países desenvolvidos, onde um técnico qualquer compra um volvo v40, carro mais seguro do mundo.
A não ser que vc esteja falando de ponta mesmo, como computadores quânticos, naves espaciais e tecnologia de f1. Aí é aloprar colocar a culpa no capitalismo.
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Filipus
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por Filipus em 2014-06-04, 11:46 pm

De lembrar que essas empresas que possuem o modelo Y10 e estão vendendo o modelo Y4 muita das vezes não o fazem por vontade própria mas pelo facto de eles próprios estarem condicionados a todos os outros factores do mercado. Custo de produção, procura, ter um negocio sustentável, etc...

Por exemplo, temos os Microsoft Labs e o Google Research. Eles têm coisas MUITO avançadas lá nos laboratórios deles (fazem alguns vídeos sobre isso de tempos em tempos) mas que simplesmente não são viáveis de lançar num mercado. Se o ápice tecnológico custa 1000% mais do que a tecnologia inferior mas que é bem mais barata e qualquer pessoa pode aceder, qual seria a logica de tentar implementar as maiores evoluções tecnológicas no mercado?



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Askarar
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por Askarar em 2014-06-05, 12:39 am

Filipus escreveu:De lembrar que essas empresas que possuem o modelo Y10 e estão vendendo o modelo Y4 muita das vezes não o fazem por vontade própria mas pelo facto de eles próprios estarem condicionados a todos os outros factores do mercado. Custo de produção, procura, ter um negocio sustentável, etc...

Por exemplo, temos os Microsoft Labs e o Google Research. Eles têm coisas MUITO avançadas lá nos laboratórios deles (fazem alguns vídeos sobre isso de tempos em tempos) mas que simplesmente não são viáveis de lançar num mercado. Se o ápice tecnológico custa 1000% mais do que a tecnologia inferior mas que é bem mais barata e qualquer pessoa pode aceder, qual seria a logica de tentar implementar as maiores evoluções tecnológicas no mercado?



O progresso ruma devagar às tecnologias de ponta, ora, é difícil pra porra se massificar a tecnologia de ponta. Existem limitações monstruosas na massificação da tecnologia.
Se o comércio é livre, a concorrência vai incentivar cada vez mais a inovação, e essas empresas vão fazer o possível pra administrar a liberação dessas tecnologias de forma a sempre evoluir.

Massificação de uma tecnologia encontra dentre suas inúmeros desafios, o mais forte deles: Custo viável.
Não adianta se produzir em massa se a massa não vai conseguir comprar, daí entra vários outros desafios, como reduzir custo, que pede substituição de componentes, e por aí vai.
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Bob Joe
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por Bob Joe em 2014-06-05, 10:32 am

Askarar escreveu:Eu sou um entusiasta da tecnologia elétrica em carros, as vantagens são enormes e tudo mais.
Mas acho esse discurso longe da realidade, os carros elétricos não vendem porque as pessoas não se preocupam em fazer um carro elétrico decente.
E quando eu digo decente, eu falo em preço tbm, tem de apresentar bom custo/benefício, pois o prius custa 50% a mais do que um corolla, que é o carro mais vendido do mundo, mas veja, o prius vendeu apenas 56% a menos do que o corolla. E olha que ele é hibrido.
Já os elétricos são um absurdo de caros, É um investimento que não se paga no fim das contas.

Os carros mais vendidos do mundo são sedãs médios na faixa dos 150cv, que são carros encorpados, logo pro peso 150cv ta na medida pra uma direção confortável. Não acho que haja uma busca exacerbada por potência, e sim por uma direção confortável e que não te deixe na mão.
E é óbvio que não se utiliza sempre a potência máxima, nem sempre a gente ta disposto a levar over 6000 RPM, mas nada é tão legal no pé como um torque decente a 2000rpm.

A regra é simples, quando o carro elétrico oferecer mais por menos, a galera compra.

Não analisei com muita profundidade, mas já vi inúmeras fontes culpando grandes petroleiras para fazer lobby contra os elétricos.
Um caso real e provado é o do lobby contra a Tesla motors, nos EUA.

Alem de, em países como o Brasil, o Prius, por exemplo, não emplacou justamente pela ineficiência estatal e a falta de liberdade no mercado, que além de altos impostos, permitem um oligopólio apoiado pelo estado, o que o fez chegar aqui por 120mil, quase 3x o valor do prius americano, enquanto o salário americano é 3x maior.

Se o estado não meter o bedelho, a tecnologia é capaz sim de se desenvolver em coisas úteis.

Você está reduzindo tudo a uma questão ideológica enquanto estou aqui falando de questões práticas. Acho que é meio que mania gente que descobre o liberalismo ser meio evangelizador e pensar que todos os problemas do mundo se resolveriam simplesmente pelo mercado.

Carros elétricos não são mais baratos porque não tem escala de produção industrial do tamanho da escala de carros comuns, isso é fato. E essa escala não aumenta porque o preço é alto. É um ciclo, que a única forma de sair é fazer as pessoas quererem comprar o carro elétrico por alguma vantagem além do preço. Só que o argumento ecológico não cola e o argumento de apologia à potência de carros movidos à combustão é grande. É uma questão irracional muitas vezes, já que, como citei, mais da metade da população não usa toda "potência" que motores de combustão oferecem.

Eu citei os carros elétricos apenas como um exemplo. Mas temos por aí vários exemplos práticos de que nem sempre a melhor solução tecnológica será utilizada, já que o que define a utilização de certa tecnologia é o mercado e ele tem falhas. Se você é da área de computação, sabe que o HTML (antes do 5) era um dos piores padrões criados mas foi adotado apenas por uma questão mercadológica. Se tivéssemos adotado um padrão que suportasse multimídia desde cedo, a internet 2.0 teria vindo bem antes, o que teria impulsionado antes as pesquisas de internet banda larga e teria adiantado o processo que vivemos hoje. Percebe a influência?

Entenda, a crítica não é ao liberalismo. É apenas a constatação de que o princípio básico do capitalismo (oferta e demanda) influencia no modelo de pesquisa científica. Negar isso ou tentar dizer que não é bem assim porque o liberalismo e bla bla bla, já é teimosia demais. A ciência (e a produção científica) sempre foi influenciada pelo contexto sócio-econômico, não vai ser diferente agora.

Repito, o capitalismo é um modelo bom para a produção tecnológica mas mesmo assim a direciona. Pensar em tecnologia do futuro sem levar isso em conta, é viagem.

Askarar escreveu:Não atribuo isso ao capitalismo, e sim a metodologia de pesquisa e mercado. Oras, se você acaba de desenvolver uma puta tecnologia, poucos terão acesso a ela, pois massificar uma tecnologia é as vezes muito mais difícil que desenvolver ela em si.

E não concordo com esse "99,9%" em países desenvolvidos, onde um técnico qualquer compra um volvo v40, carro mais seguro do mundo.
A não ser que vc esteja falando de ponta mesmo, como computadores quânticos, naves espaciais e tecnologia de f1. Aí é aloprar colocar a culpa no capitalismo.

O problema é que, para desenvolver uma "puta tecnologia" cada vez mais se precisa de mais dinheiro. Não estamos mais vivendo no tempo em que qualquer um no fundo do quintal era capaz de revolucionar a ciência. Hoje, se gasta milhões em pesquisas de ponta e esses milhões vem de gente que tem interesse em produzir o que as pessoas querem comprar. Ou seja, o mercado define qual será o próximo avanço, na maioria dos casos. E o mercado é manipulável, o desejo das pessoas é algo que pode ser produzido e não necessariamente vai refletir as reais necessidades delas. Isso é fato.

E quando digo de acesso à um ambiente tecnológico de ponta, não estou falando de naves espaciais não. Estou falando, por exemplo, de tecnologias que já existem no mercado seleto, como casas e carros inteligentes, telas com altíssima definição, conexões de internet onipresentes, roupas inteligentes. A soma de todas essas tecnologias que já existem, se aplicadas a toda sociedade, nos colocaria em uma realidade totalmente "futurista" tal como a imaginação de muita gente. Mas são tecnologias "diferenciadas", que vão permanecer restritas aos mais ricos, assim como ficariam restritas aos nobres se vivêssemos em um modelo de nobreza.

Askarar escreveu:
O progresso ruma devagar às tecnologias de ponta, ora, é difícil pra porra se massificar a tecnologia de ponta. Existem limitações monstruosas na massificação da tecnologia.
Se o comércio é livre, a concorrência vai incentivar cada vez mais a inovação, e essas empresas vão fazer o possível pra administrar a liberação dessas tecnologias de forma a sempre evoluir.

Massificação de uma tecnologia encontra dentre suas inúmeros desafios, o mais forte deles: Custo viável.
Não adianta se produzir em massa se a massa não vai conseguir comprar, daí entra vários outros desafios, como reduzir custo, que pede substituição de componentes, e por aí vai.

No exemplo citado, que pode fazer referência a qualquer mercado de tecnologia hoje, não é uma questão de massificação não. O que acontece hoje é o seguinte: se o modelo Y10 entrasse em escala, o preço dele poderia chegar bem perto do modelo Y4. Mas por que a empresa vai liberar logo o Y4 se ela pode faturar liberando Y5, depois o Y6, depois o Y7 e assim por diante? E essa é uma estratégia tão boa que nem o próprio mercado é capaz de regular porque TODAS empresas vão fazer isso. Se minha concorrente libera o Y5 dela, vou liberar o Y5.1 meu e gastar com marketing para dizer que o meu 0.1 a mais deixa meu produto muito melhor do que o outro.

Veja, isso é o que acontece na prática, não estou falando de ideologia ou de como deveria ser teoricamente. Teoricamente, viria uma empresa mágica, do fundo do quintal de alguém, e liberaria um Y11 a preços acessíveis, trazendo assim avanço magnífico para o mercado.
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RUBENITO
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por RUBENITO em 2014-06-05, 5:54 pm

Consigo projetar/imaginar mais o menos como vai estar, aplicando as leis e tendencias atuais.

Se nenhum conceito novo na FÍSICA/QUIMICA/ELETRÔNICA for descoberto imagino termos evoluído menos do que evoluímos de 1964 para cá.

Creio que assuntos como PRESERVAÇÃO DA NATUREZA estarão super em alta, teremos diversas drogas legalizadas, teremos possivelmente controle populacional.

Como o Bob Joe citou creio que a Computação Quantica terá avançado hoje temos um processamento de 10 Teraflops em um computador Quantico de 167 toneladas, o melhor computador não quantico processa 85 gigaflops, não deve demorar muito para descobrirem uma liga de componentes que suporte o fluxo de dados num processo quântico.

Creio que algumas profissões serão extintas menos as prostitutas elas ainda existirão.

Possivelmente não estaremos em mundos similares a "Alderan", "Nabbo" ou "Coruscant" com carros voando por todas as partes, creio que andaremos no mundo de transporte coletivos elétricos, solares, eolicos, magneticos tanto faz.


Penso num futuro similar ao filme Demolidor do Silvester Stalone e Wesley Snipes.
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Askarar
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Re: Em 50 anos...

Mensagem por Askarar em 2014-06-05, 6:11 pm

Bob Joe escreveu:
Você está reduzindo tudo a uma questão ideológica enquanto estou aqui falando de questões práticas. Acho que é meio que mania gente que descobre o liberalismo ser meio evangelizador e pensar que todos os problemas do mundo se resolveriam simplesmente pelo mercado.

Carros elétricos não são mais baratos porque não tem escala de produção industrial do tamanho da escala de carros comuns, isso é fato. E essa escala não aumenta porque o preço é alto. É um ciclo, que a única forma de sair é fazer as pessoas quererem comprar o carro elétrico por alguma vantagem além do preço. Só que o argumento ecológico não cola e o argumento de apologia à potência de carros movidos à combustão é grande. É uma questão irracional muitas vezes, já que, como citei, mais da metade da população não usa toda "potência" que motores de combustão oferecem.

Eu citei os carros elétricos apenas como um exemplo. Mas temos por aí vários exemplos práticos de que nem sempre a melhor solução tecnológica será utilizada, já que o que define a utilização de certa tecnologia é o mercado e ele tem falhas. Se você é da área de computação, sabe que o HTML (antes do 5) era um dos piores padrões criados mas foi adotado apenas por uma questão mercadológica. Se tivéssemos adotado um padrão que suportasse multimídia desde cedo, a internet 2.0 teria vindo bem antes, o que teria impulsionado antes as pesquisas de internet banda larga e teria adiantado o processo que vivemos hoje. Percebe a influência?

Entenda, a crítica não é ao liberalismo. É apenas a constatação de que o princípio básico do capitalismo (oferta e demanda) influencia no modelo de pesquisa científica. Negar isso ou tentar dizer que não é bem assim porque o liberalismo e bla bla bla, já é teimosia demais. A ciência (e a produção científica) sempre foi influenciada pelo contexto sócio-econômico, não vai ser diferente agora.

Repito, o capitalismo é um modelo bom para a produção tecnológica mas mesmo assim a direciona. Pensar em tecnologia do futuro sem levar isso em conta, é viagem.

Não é evangelismo, não acho que o mercado tudo resolve, e sim acho que não tem opção melhor.

Eu discordo do que você disso em relação aos carros, o argumento ecológico é uma bosta e falho, não tem nada a ver com potencia demais, e sim com potencia decente. Você mora em minas, deve saber bem a diferença que é dirigir um carro 1.0 e um 2.0, mesmo que seja pra não passar de 60km/h.
O negocio é que ninguém vai aceitar pagar caro em uma solução medíocre, bob, eu msm não pago.
por exemplo pagar 40 Mil dolares em um hatch compacto que te oferece 100cv e alguns itens legais.
Tipo, o carro é bom, mas dá pra pegar um a gasolina melhor do que esse por 15 mil dolares Tranquilamente.

A culpa não é das "pessoas malvadas que querem cavalos no carro pra não usar". O problema é o preço. O prius vende MUITO mais que um i30, e quase o mesmo tanto que um honda accord, ainda sim é BEM MAIS CARO do que o i30, e bate com o valor do accord, sendo o accord infinitamente superior, e o i30 pau a pau.
O problema é que ainda é caro sim, até pra fazer em larga escala.
Tem pesquisa pra Dr. Carvalho na área de armazenamento de energia, só que produzir algo viável é absurdamente difícil. E quando produzir, Talvez ainda vai ter que lutar contra as petroleiras.

Não neguei que o mercado manda no rumo científico, só falei que isso não é ruim. E eu tinha entendido que você disse que isso é ruim, se você não quis dizer isso, minha culpa por ter feito interpretação errada.




Bob Joe escreveu:

O problema é que, para desenvolver uma "puta tecnologia" cada vez mais se precisa de mais dinheiro. Não estamos mais vivendo no tempo em que qualquer um no fundo do quintal era capaz de revolucionar a ciência. Hoje, se gasta milhões em pesquisas de ponta e esses milhões vem de gente que tem interesse em produzir o que as pessoas querem comprar. Ou seja, o mercado define qual será o próximo avanço, na maioria dos casos. E o mercado é manipulável, o desejo das pessoas é algo que pode ser produzido e não necessariamente vai refletir as reais necessidades delas. Isso é fato.

E quando digo de acesso à um ambiente tecnológico de ponta, não estou falando de naves espaciais não. Estou falando, por exemplo, de tecnologias que já existem no mercado seleto, como casas e carros inteligentes, telas com altíssima definição, conexões de internet onipresentes, roupas inteligentes. A soma de todas essas tecnologias que já existem, se aplicadas a toda sociedade, nos colocaria em uma realidade totalmente "futurista" tal como a imaginação de muita gente. Mas são tecnologias "diferenciadas", que vão permanecer restritas aos mais ricos, assim como ficariam restritas aos nobres se vivêssemos em um modelo de nobreza.
Muita das coisas que você falou aí, qualquer técnico consegue comprar em um país desenvolvido.

Mas sim, eu entendo que a visão do futuro tem que levar em conta essa diferença.


Bob Joe escreveu:
No exemplo citado, que pode fazer referência a qualquer mercado de tecnologia hoje, não é uma questão de massificação não. O que acontece hoje é o seguinte: se o modelo Y10 entrasse em escala, o preço dele poderia chegar bem perto do modelo Y4. Mas por que a empresa vai liberar logo o Y4 se ela pode faturar liberando Y5, depois o Y6, depois o Y7 e assim por diante? E essa é uma estratégia tão boa que nem o próprio mercado é capaz de regular porque TODAS empresas vão fazer isso. Se minha concorrente libera o Y5 dela, vou liberar o Y5.1 meu e gastar com marketing para dizer que o meu 0.1 a mais deixa meu produto muito melhor do que o outro.

Veja, isso é o que acontece na prática, não estou falando de ideologia ou de como deveria ser teoricamente. Teoricamente, viria uma empresa mágica, do fundo do quintal de alguém, e liberaria um Y11 a preços acessíveis, trazendo assim avanço magnífico para o mercado.

Isso é estratégia de venda, mas não barra muito tempo de evolução, pq o concorrente, numa situação ruim, pode pular do 5 pro 7, daí vai todo mundo pro 7.1. e assim por diante.
Isso não é necessáriamente ruim, a tecnologia só desenvolve tão rápido pq as empresas tem dinheiro, e olha só oq um brother falou:

Bob Joe escreveu:O problema é que, para desenvolver uma "puta tecnologia" cada vez mais se precisa de mais dinheiro

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Re: Em 50 anos...

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    Data/hora atual: 2018-12-18, 10:57 pm