Desordem de la Ordem

Narrador: eita carai


Falando em livros, apresento-lhes o meu

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vasconcellanor
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Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por vasconcellanor em 2014-07-21, 4:11 pm

Bem, comecei a escrever novamente. E estipulei uma meta de 150~300 palavras por dia.

Enquanto continuo mantendo essa meta(que já conta com 7000 palavras escritas), quero saber a opinião de você, oddianos(ou oddenses).

O prólogo tem quase 60% do que eu escrevi até agr. Ele é bem longo(10 paginas) e não é a versão final(muito menos foi revisado decentemente, então vejam como um rascunho).

Por conta disso, caso queiram ler o prólogo, não prestem muita atenção no estilo. Pois apenas escrevi por escrever. Afinal o estilo está bem porco, usei muito advérbios e adjetivos. Algumas orações estão desconexas com o resto do texto. Friso novamente é a primeira versão.

Quero que prestem atenção na historia que apresento(não acho que irá sofrer muitas mudanças além do estilo), se conseguem prender você. Se é uma boa introdução, ou pelos menos conseguiam entender que é o começo da historia do protagonista. Se acham coerente o que ele sofre durante a parte final do capitulo,se consigo inserir um mundo crível(no sentido dele funcionar bem sem o personagem, apresentando culturas, hábitos e em menor grau, uma geografia crível{ambienta-lo no deserto não necessita lá de grandes habilidades geográficas, mas ainda peço para que analise TUDO}).

Criticas são bem vindas(na verdade eu peço para que vocês critiquem, para saber onde que eu devo revisar, mudar e já ficar esperto para o q eu for escrever daqui pra frente).

São 10 paginas, então se vc estiver sem nada para fazer e quiser me ajudar(não sabem a ajuda q vai fazer dando a sua opinião). Por favor, leia.

Apenas para sanar duvidas, é propositalmente eu colocar apenas um dialogo no texto e não nomear o protagonista(fazer com que o protagonista se pareça mais uma besta do que um humano), e vou tentar trabalhar maiss futuramente esse impacto ao revisar o texto. Mas, por favor, comente.

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Bob Joe
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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por Bob Joe em 2014-07-21, 4:34 pm

Eu odeio julgar em termos estilísticos a produção textual de alguém, porque o meu julgamento vai corresponder apenas às minhas preferências. Mas eu tenho uma observação, que eu quero que você entenda apenas como minha e não precisa ser levada necessariamente como um erro.

O excesso de adjuntos adnominais me incomoda um pouco, em qualquer obra. Por exemplo, a oração: "Um olhar de como um predador observa sua presa momentos antes de atacar". Eu sei que soa poético e pode se encaixar muito bem em algumas horas, dependendo do tipo de obra. Mas quando acontece a todo momento, tentando enaltecer um tom épico na escrita, acaba me cansando.

É algo que percebo muito em escritores novos de fantasia, inspirados pela narrativa de RPG de mesa. Mas se você ler os grandes (Tolkien, por exemplo), vai ver que ele se segura bastante nesse sentido. Menos quando fala sobre os elfos, principalmente sobre os altos-elfos, mas mesmo assim sempre colocando essas palavras na boca de personagens e não do narrador.
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vasconcellanor
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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por vasconcellanor em 2014-07-21, 4:43 pm

Bob Joe escreveu:Eu odeio julgar em termos estilísticos a produção textual de alguém, porque o meu julgamento vai corresponder apenas às minhas preferências. Mas eu tenho uma observação, que eu quero que você entenda apenas como minha e não precisa ser levada necessariamente como um erro.

O excesso de adjuntos adnominais me incomoda um pouco, em qualquer obra. Por exemplo, a oração: "Um olhar de como um predador observa sua presa momentos antes de atacar". Eu sei que soa poético e pode se encaixar muito bem em algumas horas, dependendo do tipo de obra. Mas quando acontece a todo momento, tentando enaltecer um tom épico na escrita, acaba me cansando.

É algo que percebo muito em escritores novos de fantasia, inspirados pela narrativa de RPG de mesa. Mas se você ler os grandes (Tolkien, por exemplo), vai ver que ele se segura bastante nesse sentido. Menos quando fala sobre os elfos, principalmente sobre os altos-elfos, mas mesmo assim sempre colocando essas palavras na boca de personagens e não do narrador.

Vlw pela dica.

Mas foi como eu disse, é a primeira versão. Escrevi por escrever e tem muita coisa que vai ser cortada. Por exemplo esses excessos. Também usei muita a palavra e a derivação de macula. Então eu sei que meu estilo está bem porco. Mas n pretende corrgir agr(se n desanimo ou entro em um bloqueio imaginativo como passei nesses ultimos anos...).

Mas de qualquer forma, valeu pela dica. Vou prestar atenção nisso no futuro.
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Axel
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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por Axel em 2014-07-21, 4:58 pm

planeja ser escritor no futuro?


 

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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por Log em 2014-07-21, 5:34 pm

Cara, achei bem legal.
Alguns erros de concordância, redundância e tal como Bob falou, mas estava com um pouco de pressa então não me atentei muito, e você também disse que é uma primeira versão, então isso é bem comum. E cuidado com repetições de palavras.

No mais achei beem legal. Continue.
E lembre que se for escrever algo mais extenso, lembre de fazer um registro em cartório. Pode parecer algo meio estúpido, mas você colocando isso na internet deixa disponível pra qualquer um, se não tiver um registro oficial de que é seu, pode ser plagiado facilmente, ainda mais se planeja lançar ou algo assim.

E admiro muito sua determinação em levar isso pra frente. Minhas ideias de narrativas estão estagnadas sem nem sair do ideias.docx Laughing
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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por Flame Alchemist em 2014-07-21, 10:10 pm

Primeiramente, leia! Encontre o autor que você mais se identifique e use-o como inspiração (mas, pelo amor de JAH, mantenha o teu estilo, pois ele é tua identidade [no caso do estilo, não o perca, mas aprimore-o]. Conheço muitos autores que usam o estilo de outros, e isso me deixa enojado).
Segundamente ( SIC Laughing ), se cadastre no site recantodasletras.com.br e pratique. O site lhe ajudará, pois possui muito material para leitura, bem como muitos leitores interessados na escrita. Uma editora já me contatou através desse site para fazer parte de um livro de poesias, uma prova da potencial do site.
Acabe com tua ansiedade de escrita. Este é um erro muito comum em novos escritores, o cara já bola tudo em sua cabeça e tem "pressa" em passar para o papel. Viva o momento, descreva o momento, nem que leve 2 ou 10 páginas.
Não se preocupe apenas com a história, mas também com o seu português. Leitores são exigentes quanto o uso da língua.
Escreva o essencial. Descreva o essencial. O Bob fez uma crítica muito boa em relação a isso (o excesso de adjuntos adnominais).
A última dica que dou é esta: pratique através de pequenos contos, então, quando sentir mais confortável, comece a aumentar o tamanho deles. Se você se prender apenas em uma história, não exercitará tanto sua criatividade quanto criar novas histórias.


 

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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por vasconcellanor em 2014-07-21, 11:31 pm

Obrigado pelas dicas, de coração.

Novamente, não quis analisar em si o estilo(pois sei que isso vou demorar anos para dominar de fato, seja com a gramática, ou com o estilo propriamente dito). Quis analisar outros aspectos de um livro, seu workbuilding(se o mundo é crível sem a presença do personagem); a cultura do mundo(apesar de eu colocar bem pouco no prologo); o desenvolvimento do personagem, etc.

Mas ainda assim agradeço as dicas.

E axel,

Sim, eu pretendo ser num futuro não muito próximo. Meu desejo de fazer uma PUTA história é tanta que estou até lendo sobre psicologia e antropologia e sua relação com o mono mito. Isso sem falar de pesquisar bastante de outros autores, pesquisar bastante sobre historia e cultura de povos.

Sobre escrever pequenos contos, TODOS me dizem isso. Mas eu realmente não consigo fazer nada. Acho que "usei" toda a minha criatividade e vontade nos livros que eu pretendo escrever.

Quando digo isso, é pq eu acho que a minha historia tem sim potencial para se tornar uma coisa muito famosa e elogiada. Não é arrogância, pois eu não sou, mas é praticamente certeza que em termos brutos, minha historia pode dar muito certo. Falta apenas refina-la(e esse é a parte mais cansativa e demorada).

Não sei se ficou bem claro, mas a minha historia que eu pretendo publica-la, é quase como um sentido de vida para mim. Tenho essa historia há pelo menos 6 anos.
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Bob Joe
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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por Bob Joe em 2014-07-22, 10:46 am

vasconcellanor escreveu:Obrigado pelas dicas, de coração.

Novamente, não quis analisar em si o estilo(pois sei que isso vou demorar anos para dominar de fato, seja com a gramática, ou com o estilo propriamente dito). Quis analisar outros aspectos de um livro, seu workbuilding(se o mundo é crível sem a presença do personagem); a cultura do mundo(apesar de eu colocar bem pouco no prologo); o desenvolvimento do personagem, etc.

Mas ainda assim agradeço as dicas.

E axel,

Sim, eu pretendo ser num futuro não muito próximo. Meu desejo de fazer uma PUTA história é tanta que estou até lendo sobre psicologia e antropologia e sua relação com o mono mito. Isso sem falar de pesquisar bastante de outros autores, pesquisar bastante sobre historia e cultura de povos.

Sobre escrever pequenos contos, TODOS me dizem isso. Mas eu realmente não consigo fazer nada. Acho que "usei" toda a minha criatividade e vontade nos livros que eu pretendo escrever.

Quando digo isso, é pq eu acho que a minha historia tem sim potencial para se tornar uma coisa muito famosa e elogiada. Não é arrogância, pois eu não sou, mas é praticamente certeza que em termos brutos, minha historia pode dar muito certo. Falta apenas refina-la(e esse é a parte mais cansativa e demorada).

Não sei se ficou bem claro, mas a minha historia que eu pretendo publica-la, é quase como um sentido de vida para mim. Tenho essa historia há pelo menos 6 anos.

Bom, você parece ter criado um mundo fantástico vasto, não sei até onde pretende aprofundar-se nesse mundo, mas ele parece cheio de possibilidades. Fica a curiosidade boa que uma boa fantasia causa, aquela de tentar imaginar o que existe naquele mundo e até quanto a história está disposta a ir para quebrar a barreira da realidade. A quebra até agora foi mais para a magia sinistra, que se confunde com estado mental, eu particularmente gosto muito disso. Outra quebra é de proezas físicas, o que dá a ideia que alguns homens nesse mundo tem habilidades físicas excepcionais.

Os nomes também estão bons e suas influências estão expressas em alguns deles. Parece que existe também um vocabulário em outra língua, não sei se você pretende ir a fundo com ele, mas ver um pouco de linguística pode ajudar você a ter ideias para criar essas línguas do seu mundo fantástico.

Eu também tenho essa vontade de fazer uma obra de fantasia e to meio que seguindo o que o Flame falou. Criei um mundo na minha cabeça e ao invés de contar a história que eu quero contar, tento escrever contos sobre esse mundo, para tornar todas as paisagens e locações bem familiares e tentar explorar diversos tipos de narrativa. Dificilmente a primeira coisa que a gente escreve é o que vai dar certo, pelo menos é o que os autores famosos falam.

Mas você parece estar em um processo criativo diferente, parece que você já tem uma história pensada e está construindo o mundo daí. É uma forma diferente de escrever, talvez você consiga de fato amadurecer a forma de escrever enquanto cria a história.


P.S.: outra observação estilística é que você descreveu muito mais as ações do que o cenário. Então algumas coisas ficaram confusas de imaginar. Exemplo: onde acaba o deserto e começa a caverna? Até os cavaleiros desmontarem, eu não consegui entender isso.
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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por vasconcellanor em 2014-07-22, 11:55 pm

Obrigado bob pelo apoio. Tinha lido a msg mais cedo mas n pude responder.

Sobre a quebra da realidade para a magia, no prólogo não há nenhum fenômeno mágico. Tudo ali é real.

Os arqueiros montados eu baseei na vida real, eles eram assim msm. O protagonista, apesar de eu deixar um pouco claro q ele n é civilizado. Ele não é nenhum ser mágico, apenas um cara muito filha da puta que manja de assustar o pessoal.

As alucinações que acontecem, são reais, n é nada mágico.

Sobre os nomes, obrigado. A língua eu n pretendo fazer nenhuma oração complexa, apenas palavras simples.

Sobre o worldbuilding, acredito que está bem avançado. Tenho não apenas um contexto político atual. Mas todo um panorama histórico dos últimos mil e trezentos anos E uma gênese da historia assim como um antigo mito que gerou todos os outros(inicio da historia humana).

Falando em mitos, eu estou desenvolvendo a parte religiosa da minha historia. Tenho por volta de 3 ou quatro religiões, todas diferentes entre si. Então acredito que meu mundo está muito bem construindo, seja em qual parte for(dps eu posto um mapa mundo q eu fiz, se lhe interessarem).

A minha historia ela n irá se focar apenas nesse protagonista, mas tbm em outros locais. Como um Brasil no começo da colônia(esse período tem mt material bom para usar como referencia na minha historia); a península itálica; e uma historia paralela que ocorre30 anos antes que é baseada nas cruzadas e reconquista que tende unir todas as historias e a parte mítica.

Alias, a minha historia se passa, como podem ver, num equivalente ao inicio da idade moderna. Afinal tem uso da pólvora, grandes navegações e mais pra frente pretendo fazer uma Queda de Constantinopla e ascensão dos império timurida. Claro que não igual a historia, mas apenas referencias históricas.

Sobre a descrição, obrigado pela dica, vou tentar melhorar isso.

Bem, é isso. Provavelmente no futuro, se eu continuar com essa inspiração de escrever, eu talvez edite o prologo assim ocmo o ocmeço e mostro para vcs, se ficaram interessados.
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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por Hovelst em 2014-07-24, 3:28 pm

Cara, apenas olhando brevemente, você melhorou horrores de quando você começou a escrever no Histórias. Seus textos eram bem baseados em diálogos e eram um saco ler. Laughing

Prometo ler quando estiver com paciência pra ler dez páginas e volto com criticas.


 

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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por vasconcellanor em 2014-07-24, 3:49 pm

Porra, valeu pelo apoio cara

Fico feliz de saber que evolui em termos de narração e escrita.

s2


 

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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por Hovelst em 2014-08-06, 2:07 am

Bom, demorei bastante para te escrever. Desculpa ai. Te prometi, mas sou bem preguiçoso, haha. Tinha lido o texto faz um tempo, mas tinha certa preguiça de escrever alguma coisa construtiva, porque toma um tempo grande.


Em termos de organização e tudo mais, o texto está porco pra caramba. Não vai dar para dizer que está bem escrito ou alguma coisa, porque não está e você mesmo sabe disso. Acho que um dos pontos que você tem que focar é escrever em forma mais organizada. Até para dar menos trabalho depois. Escrever um texto límpido e organizado, por mais que dá mais trabalho, no futuro vai te salvar bastante tempo para organizar. Tente escrever mais organizadamente. É só uma dica, não necessariamente precisa seguir se sente à vontade desse jeito.

Eu, pelo menos, quando escrevo alguma coisa, o que hoje em dia é bem raro, sai de maneira bem lenta, mas sempre estou tentando o texto já definitivo. Depois que o texto esfria e eu pego de novo, o que não ficou bom fica muito mais fácil e rápido de arrumar.

Tem dezenas de erro gramaticais no texto e alguns de sentença, que podem ser organizadas de forma diferente para dar um tom melhor ou para um entendimento melhor. Tem algumas sentenças mal formuladas também. Uma por exemplo é: "Vivia um homem, ou pelo menos já foi". Pensei até em te apontar, mas conforme li, vi que era muita coisa e deixei quieto Laughing

O que eu acabei percebendo foram clichês na história e mesmo a forma que começa. Não sei se você leu ou no que se baseou pra começar isso, mas por exemplo, o inicio me lembrou o inicio de O Pistoleiro. As semelhanças são razoavelmente altas. Por mais que não tenha nem lido, em algum momento vão citar isso e não sei se é algo bom te ligarem a uma outra obra nesse estilo fantasioso.

Também acabou me chamando a atenção para os nômades do deserto, que tem muitas semelhanças com os dothraki do Game of Thrones. Cavalos, povo do deserto, usam o mesmo tipo de espada, língua diferente e por ai afora.

Tem certos clichês e na verdade é sempre inevitável ter alguma coisa, mas tente fugir um pouco do que assemelha com obras famosas. É tipo você descrever o personagem como alguém com feições ocidentais. Porque isso remete a um rosto mais europeu e é inegável que qualquer leitor vai fazer a primeira ligação com isso. E você está em um mundo totalmente diferente. Às vezes é bom fugir disso.

Outra coisa interessante é que a impressão que você passa é de um personagem frio e experiente. Por mais que fique claro no texto que teria um acontecimento naquele estilo, parece um pouco incoerente ele ser dominado pelo medo da forma que tudo se dá. Não sei se você conseguiu passar o desespero com o medo da morte num personagem que você descreveu anteriormente como um cara foda. Na minha opinião ficou um pouco incoerente todo o acontecimento. Talvez seja interessante rever como acontece essa cena.

Um outro ponto também é a descrição como o próprio Bob comentou, mas essa inexperiência em descrever ambientes é comum em escritores no começo. Sempre tive essa dificuldade e sempre vi muita gente com esse problema no Você-Sabe-Qual-Site. Está no caminho certo, mas a caverna, por exemplo, ficou descrita muito brevemente. O ambiente do deserto não dá para se ambientar bem. Obviamente por não conhecermos o mundo, ou termos acesso a um mapa dele como acontece com os livros prontos. Então isso não é um problema muito grande.


Mas eu gostei do estilo que escreveu. Não vi grandes problemas e acho até que ficou bom. Dá para evoluir dai sem mudar muito, na verdade. Fluiu bem a leitura, tirando os trocentos erros e desorganização que acabaram deixando a leitura bem mais pesada. No futuro quando for dar um texto pra alguém ler, não faça isso. Sério mesmo. Laughing

Pareceu interessante e despertou a curiosidade em saber qual acontecimento vem por ai, ou o que o personagem faz da vida, ou qual o objetivo dele.

No mais, não tenho muito mais o que te dizer não. Um texto que eu te indico para ler e dar uma analisada se não chegou a ler é um texto que o Emanoel do Você-Sabe-Qual-Site escreveu: O Arauto do Expurgo. Acho que ele baseou em um mundo desses de rpg de mesa, mas era bem interessante a ideia e como ele desenvolveu a história. E ele foi um dos poucos que eu vi finalizar algo naquele fórum. Dá até para notar mudanças de estilo de um capítulo para o outro, conforme ele foi escrevendo. E a leitura é boa também.

Acho que você poderia tentar escrever outras coisas dentro desse mundo mesmo, como já falaram ai. Não precisa ter uma história e nem nada. Pode ser apenas um acontecimento besta, como uma cidade logo cedo e as coisas acontecendo na rua. É um processo interessante e sem pretensão alguma e que acaba te ajudando em descrever ambientes e a ambientar a história, e já ir imaginando cidades, por exemplo. E sabe-se lá, às vezes você consegue pensar em uma história até legal.

Mas é isso.

Espero que consiga seguir em frente com teu projeto, cara. Você amadureceu muito daqueles primeiros textos baseados em diálogos que você fazia. Espero que consiga realizar o que quer. Acho que todo mundo que gosta de ler em algum momento já pensou em escrever uma obra fantasiosa. Colocar no papel, no entanto, é bem mais difícil. E exige um trabalho do cão e só escrevendo você percebe o quanto é difícil ser criativo e conseguir escrever. Se deu trabalho escrever essas dez páginas ai, imagina o quão difícil não é escrever uma história gigantesca de 3, 5 livros. Mas só não desistir. Devagar tu consegue, e quanto mais você consegue colocar no papel, mais satisfeito você fica com o que está fazendo.

Ainda que eu nunca tenha visto um escritor brasileiro escrever obras fantasiosas bem a ponto de se igualar ou chegar perto de autores famosos mundialmente, se tu tem uma boa história, não vai ser grande problema. Boa sorte ai.


 

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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por Flame Alchemist em 2014-08-06, 9:35 am

vasconcellanor escreveu:Porra, valeu pelo apoio cara

Fico feliz de saber que evolui em termos de narração e escrita.

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VASCO
por isso que eu te falo, escreva outras histórias  Laughing 
Eu to fazendo, há um tempo, a mesma ciosa que o tolkien fez: criar um universo sem ter o compromisso de escrever um livro sobre ele. Apenas crie. O enredo tu vê depois, mas primeiro crie um universo e então trabalhe ele. Uma coisa que vai te ajudar e MUITO é escrever, não tem jeito.
Sabe aqueles codex/diários que tu encontra em jogos junto com um aventureiro morto/artefatos? Tente fazer isso com o teu universo. Tente criar pequenas histórias que ACONTECERAM nesse universo, e garanto que tua escrita vai melhorar muito, além de você trabalhar o universo do teu livro (o que ajudará na tua história principal) Wink


 

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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por vasconcellanor em 2014-08-06, 11:39 am

@Holvest

Valeu pela analise. Ajudou muito. Sobre a escrita, já tenho ideia q terei q reescrever tudo desde começo. Possivelmente mais no futuro.

Sobre os dothraki, eu tentei me distanciar deles. Baseei os nomades do meu deserto mais com esse povo:

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e esse:

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O problema é que povos nomades por serem nomades, serão eximios domadores de cavalo e ótimos cavaleiros.

Agora percebo que o George Martin não apenas baseou seus povos nos mongóis e nos hunos, mas também teve referencias com esses mesmo povos que eu resolvi usar(o uso da cimitarra por exemplo).

Deveria ter pensado nisso antes e me afastado mais.

Como minha historia se passa não na idade média, mas no começo da idade moderna(começo do uso em massa da pólvora e mais pra frente guerras em colonias e outras características), posso contornar esse clichê usando outros povos.

Sobre línguas diferentes, isso não dá pra fugir.

Sobre a incoerência do personagem e seu cativeiro no deserto, quando escrevi também pensei nisso. Mas ou eu faço isso ou eu não faço, ele precisa ter um motivo que o faça mudar, e achei que uma experiencia claustrofóbica ao mesmo tempo com um convívio com sua mente perturbada foi o mais coerente(Laughing) a se fazer. Todo esse acontecimento que eu passei para vocês seria melhor explorado ao longo do livro e explicado no final. Mas se não ficou bom no prologo, acho que terei que repensar isso. Alias, não sei se coloquei no arquivo, mas ele não ficou ocm medo da morte. Ficou extremamento perturbado por ficar sozinho com ele mesmo.

Sobre o começo parecer o começo do Pistoleiro, agora vi que foi muito igual Laughing Laughing

O texto do Emanoel vou procurar.

Mas bem, tentar argumentar sobre como a minha é diferente sem nem mesmo ter mostrado as diferenças ou apenas ter mostrado clichês fica um pouco complicado. Laughing

@flame

Como meu pc queimou, vou dar um tempo da escrita, ou pelo menos focar em contos. Eu tinha começado a escrever um conto que se passava mil anos antes, e conta sobre um desembarque de vários regimentos de infantaria numa praia, eles tinham ordens para invadir uma cidadela que foi tomado por camponeses e uma corrente religiosa que estava começando a nascer naquele período da historia, e termina com um grande acontecimento que é lembrado e "revivido" até mil anos depois. O conto tinha todo um contexto politico de um momento extremamente critico da historia do meu mundo. Mas se eu não fui bom em escrever isso, imagina escrever uma batalha aos moldes da idade antiga.


Mas bem, obrigado pelas dicas. De coração.
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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por Bob Joe em 2014-08-06, 5:04 pm

Sobre essa parada de povos, acho muito foda a solução que o Patrick Rothfuss, do "Crônicas do Matador do Rei" usa para criar os seus. Ele mistura estereótipos de um tipo de civilização com características culturais e físicas de outras e ainda adiciona conceitos fodas e únicos. Por exemplo, existe uma certa civilização que vive nas montanhas, são educados desde cedo em uma certa arte marcial e tem uma filosofia de vida e de sociedade bem oriental. Por outro lado são predominantemente loiros de olhos claros, tem um desenvolvimento a nível de construções bem "europeu" e dominam armas de Idade Média. Além disso, não exprimem emoções através de expressões faciais mas sim através de gestos, que também são o modo de comunicação.

Ou seja, o cara pegou referências claras do mundo real, juntou essas coisas que poderiam parecer deslocadas e grudou tudo com algo que é identidade dele. Eu queria ter esse nível de maturidade na criação.

Aliás, quem não leu essa série (que ainda não acabou), recomendo fortemente. Uma das melhores fantasias de muito tempo, principalmente em termos de conceitos de mundo. Tem um papo que vai virar filme em breve, mas tem tudo para ser ruim, já que a maior atração do livro é a meta-linguagem (é um livro sobre alguém escrevendo um livro sobre a vida do "herói"), que é impossível de ser transposta para o cinema sem perder significado.
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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por vasconcellanor em 2014-08-06, 6:58 pm

Dr. Carvalho, que foda Bob.

Eu tento fazer isso com meus povos, mas é uma tarefa complicada, apesar de ser recompensadora.

Sobre a parte que a meta linguagem. Entrevista com um vampiro foi um filme e conseguiu fazer bem, ao meu ver(tudo bem q faz uns 6 anos q n vejo o filme)


 

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Re: Falando em livros, apresento-lhes o meu

Mensagem por Filipus em 2014-08-06, 7:17 pm

Ainda não li mas fica a dica, registe as coisas que faz se tem planos de isso ser algo maior. Acho que o preço fica por volta de uns 20 reais e visto que esta a publicar na internet é sempre melhor prevenir. Lembro que um cara do MF fez isso e ele diz que compensa, não tem que estar com medos de investir bastante em algo para depois ser roubado e pode partilhar com as pessoas livremente.


Irei ler agora (ou amanhã), depois posto minha opinião sobre o texto.

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